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Este livro busca responder à tese de uma governamentalidade algorítmica, tomando como objeto de estudo um núcleo cultural determinado: de modo geral, a tecnomediação da vida pelos dispositivos algorítmicos (como as redes sociais), que vai adquirir o seu volume no cruzamento entre as dimensões das formas de governamentalidade e das técnicas de subjetivação, através das novas modalidades de veridicção virtuais. A virtualização da experiência de si corresponde ao conjunto das práticas de si, ou práticas de engajamento, que articulam a dialética entre o virtual e o atual (analógico), produzindo, assim, efeitos de subjetividade. Na medida em que a hiperconectividade alterou a experiência do espaço e do tempo, impuseram-se também novas disposições subjetivas: uma nova disposição das maneiras de pensar, sentir, desejar, de perceber o mundo e as relações, bem como viabilizadora de novas possibilidades de imaginar, apresentar e performar o si-mesmo. Desta forma, busco sustentar que o processo de desdobramento da subjetividade, através das práticas, ou daquilo que designei como a virtualização da experiência de si, no escopo das tecnologias algorítmicas, é contínuo, transparente e fragmentário, de maneira que não se trata de colocarmos em questão um si-mesmo imanente, previamente existente, explicado por aproximações metanarrativas ou por um determinismo tecnológico, mas que se coloca numa relação ativa com esses dispositivos técnicos.